sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Nossos interesses derivam com o tempo

Puxa! Hoje consegui enfrentar uma pilha de pastas e papéis velhos. Joguei a maior parte fora: artigos com dicas de hardware e software para microcomputadores, velhos artigos da "Veja", estudos diversos, relatórios de alunos. 

Reconheço que não consegui jogar certas coisas fora - trabalhos do mestrado, meu primeiro projeto de hardware no Cepesc, etc. Mas consegui jogar quase todos os manuais de equipamentos fora. Descartei documentos de carros que vendi há mais de dez anos. Guardei, ainda, a nota de compra da fiel Caloi 10 (1980) e do amplificador Polyvox (1976) - até hoje prestando bons serviços.

É impressionante notar a mudança de meus interesses. A gente quer se formar. Formado, quer se empregar. Empregado, quer se sair bem. Quer se qualificar e faz mestrado, entra em empresa de consultoria, faz análise de sistemas. Mestre e analista, quer dar aulas disso e daquilo: tem que estudar com afinco, novamente. Dá aula de um curso, dois, três, em outra faculdade...

 Depois, quer fazer casa, ter filhos (ou estar mais com eles), arrumar a casa.

E depois, não quer mais saber de hardware, software, dar aulas, Lei de Informática e nem mesmo da "Veja".

Quer desenhar, escrever... Viajar. Ter carro antigo, fazer esportes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Oscar Frankenmeyer - uma homenagem


Ao grande arquiteto, um "monstro sagrado" do Brasil

Três Ipês


Hoje, na entrada da SQS 305,
Tive raro privilégio:
Vi - floridos, pujantes - três ipês,
Próximos, competindo por atenção.
Amarelo, rosa e um pequenino, branco.

Borboletas amarelas estavam tontas!
Esvoaçavam de um para outro,
Sem saber a qual beijar mais!
Meus olhos ficaram embriagados de amarelo
Minhas retinas, manchadas de rosa
E não me esqueço do branco, o mais efêmero.

Os ipês costumam florescer em sequência;
Com as chuvas fora de época
Parecem ter-se confundido
E nos inundam com esse espetáculo.

Aturdido, vi passantes
Apressados, mirando o chão ou à frente
Ignorando a explosão de cores!

Concluo agradecendo ao jovem ipê branco
Que, na entrada de minha casa
Floresceu duas vezes neste ano!

domingo, 20 de setembro de 2009

Sonhos levam à persistência na sua busca!

Coitado do pássaro de fogo.
quando dei por mim já ia escapar.
Consegui capturá-lo por um triz!
Dirigi-o ao Clube, todo feliz,
Mas na primeira vez já tive que parar
No Eixo Monumental, que perigo.

Que fogo, que nada: só fumaça
Saía de suas lindas ventas;
Sua maviosa voz era grito ensurdecedor,
Na verdade, um urro de lamento:
Doía-lhe tudo!

Pacientemente - se bem que perdi
A paciência algumas vezes, -
Esperei o momento certo.
Subia, caminhava por cima dele:
Capô, teto, porta-malas.
Ato louco, iconoclasta, sei
Mas ele sabia ser carinho, sabia
Que eu juntava forças e recursos
Para começar a empreitada

Anos depois da aquisição,
após ficar no sol e na chuva,
como um anão de jardim,
de pára-choque a pára-choque,
Literalmente tudo foi refeito ou trocado:
Motor, câmbio, suspensão
Interior, emblemas, lataria...
E o pássaro voltou a voar
Baixo, é verdade;
Ainda rugindo, mas agora
Num barítono deliciosamente provocante!

Eis que está aqui comigo,
Saímos juntos, curtindo
Nas velocidades da L4, ele ronrona
Tudo o que desejo é rodar até carecar seus pneus...

Nunca compre um veículo por foto!


Na foto ele fica lindo... quando chega é outra a realidade!






Ah, vento! Como quero que me descabele
(se bem que não há mais tanto o que temer!)
Mas, ó brisa! Desejo sentir teu frescor
Ó, sol! Quero que castigue minha pele!
Seis anos espero para dar uma volta
Sem capota, sob ação dos elementos
Progressos houve, e muitos
Capota linda, azul, já instalada - vamos andar!
NÃO! Frustração...
Ó junta da homocinética, por que falhaste?
(Ainda bem que foi antes de eu dar a tal primeira volta)
Quando se juntar a tal junta
E frear o freio
E acelerar o acelerador - sim,
por todas essas peças ainda espero consertos e reposições -,
Terei minha biga
Serei um Apolo
Guiarei minha "Convex" pelo céu,
Digladiando-me com Zéfiro
Embriagando-me nos "lacerdinhas" desta Capital.

Nunca compre um carro molhado, na chuva












Fica impecável... Eis um Camaro, antes de ser repintado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Maslow

Preciso de um objetivo, pois sinto-me no topo da Pirâmide de Maslow.