terça-feira, 8 de março de 2011

2004 - Desmontar é fácil... coitados do Wallace e da ConvEx.

Na Autofficina, começou o serviço. O caos precede a ordem, mas... que dureza foi ver as peças espalhadas por perto dos carros, depenados como frangos.
Essas histórias são sempre assim: o carro estava prata, ao descascar apareceu o vermelho (vide acima), mas na verdade saiu azul de fábrica...

2003 - Uma Mercedes conversível barata?

Nada sai mais caro que uma Mercedes barata, apregoa o fórum MB Classic. Só que eu não sabia disso...
A partir das seguintes fotos eu tentei ajudar uma amiga a vender o carro:
Eu acabei - é claro - comprando eu mesmo o carro. A referência era boa: placa de Brasília, seguira rodando até o Acre (!!!) puxando uma carreta (!!!!!). E lá, continuava a rodar. Custou barato... eu devia ter desconfiado.
Quando ela chegou, eu estava fora da cidade, e Bob Costa foi buscá-la para mim. Sincero e direto como sempre, declarou-me ao telefone: 
- Lu, está uma MERDA! 
Ao mesmo tempo em que me gozava, sentia pena do amigo. Longo calvário se desenhava...

Essa voltinha no quarteirão do SOF sul foi a ÚNICA que dei. E achei que tivesse sido a última.

 
Tirei diversas fotos do que estava errado, chateado. Pensei em desfazer o negócio.
Eis que apareceu o Mário, oferecendo reformar os dois carros: Pontiac e Mercedes, por um preço bom, desde que eu desse os seis cheques de uma só vez, para que a empresa pudesse fazer "factoring" com eles. Topei.
- FOTO DO MÁRIO ABASTECENDO
- FOTO DA AUTOFFICINA
- FOTO DA MERCEDES COM TIÃO
- FOTOS DE ETAPAS DA RECUPERAÇÃO
- FOTO DO VICENTE GONÇALVES

- FOTO DO PROSKE - ESCAPAMENTO, CAPOTA
- FOTO DO HONDA - MÓDULO, IGNIÇÃO ELETRÔNICA
- FOTO DO PASSEIO COM ÇOKA

2001 - No fim do ano, um presente de Natal: Wallace, o Pontiac Firebird Formula 350

Jorge é um caríssimo amigo. Jogáramos vôlei e almoçávamos juntos quando declarou, triste:
- O Pontiac vai embora de Brasília: vendi-o.
Consegui reverter, a muito custo, essa venda para mim e hoje Wallace - o nome que Jorge deu - deu mais um belo passeio na Capital, quase 11 anos depois.

De pára-choques e rodas brancos...
Aparece nesta foto, tirada pelo Jorge, o saudoso Impala 1968 que eu não quis comprar, anos depois.
Esta foto, anterior às máquinas digitais, estava no Rio, chez vó Ira. Como pode? Já a resgatei e digitalizei. Registra o momento da compra, com o Joy ao fundo. 
Ao levar o carro para o VCC, com o Jorge levando o Landau, pifou. Riva me socorreu e o carro lá ficou.
Sem saber a quem entregar o carro, rodava poucas vezes com ele, sendo a última quando o Brasil ganhou a Copa em 2002.
Como soltava muita fumaça, fazia barulho infernal, vazava gasolina do carburador, o câmbio custava a engatar, falhava, estourava etc., não dava muita vontade de andar nele. 

Até que desisti e dei sua (cansada) bateria para o Pedrinho eletricista, que com muito cuidado e carinho fez tudo de elétrica em minha casa, seguindo as muitas plantas do Bob Costa.
Wallace ficou ao tempo por anos.
Seu estofamento, em veludo vinho, mofava, fedia.
De vez em quando eu andava POR CIMA dele, com cuidado para não pisar em seu capô de fibra, nem no meio do teto. Mas esse andar não era destrutivo, mas sim um louco carinho, pois eu lhe dizia:
- Vou te arrumar todinho. Vamos andar muito juntos! Vc vai ficar bom. (Haja fé! Enfim, sou Fluminense, também...)
Tão imóvel era ele que apareceu no Google Earth, logo que começou. Já foram construídas duas casas nos lote vazios que aí aparecem, e o Google já atualizou a foto. Que bom que a salvei.
Wallace ficou parado lá até o fim de 2003. Só saiu quando ganhou a companhia da ConvEx e a promessa da Autofficina de que iria consertar todos dois, juntos. Mas isso merece outro post.

Jade, ou EU posso ter uma Mercedes top de linha???

Um classificado de jornal dizia:
Vendo Mercedes 500SEL toda automática.
Nada mais, além do telefone. Liguei, visitei, passeei no carro. Foi a primeira Mercedes que guiei.
Paixão imediata, à primeira vista. Toda machucada, assustei-me. Busquei, à noite, o expert Celinho em sua casa. Ao lado do carro, ele me garantiu, com sua tranquilidade de sempre:
- Dá para recuperar tudo.
Eu queria acreditar, embora os bancos estivessem rosados - e não caramelos. Sua grade frontal tinha um amassado, incrivelmente recuperado mais tarde. Sua pintura estava feia, esbranquiçada. De sua complicada parte elétrica, não funcionava nem um terço. E eu, no final da construção de minha casa.
Foi loucura!
Comprada pela Embaixada da Costa Rica. De um pequeno país! Para lucrar com a revenda, decerto; estava probida a importação, na época.
O dono anterior tinha faturas dos 90000 aos 150000 km. Caras, feitas nas concessionárias da época.
Eu tinha barba preta, e bastante cabelo, em 2000!
Luiz, da Box 3 - onde andará? - pintou rapidamente, e por 1500 reais apenas (o salário mínimo era de 130 reais). Embora eu tenha retocado, essencialmente foi essa pintura que, dez anos depois, conquistou placa preta junto com o carro - embora tivesse "olhos de peixe", escorridos, etc.
Já rodei muito com ela - seguramente mais de 25000 km. Seu odômetro ficou um bom tempo estragado e, hoje, marca... em milhas! Houve um ano em que rodei basicamente com ela e com o Joy, após vender um Tempra que tinha.
Paradoxalmente, dez anos depois da aquisição, ela nunca esteve tão boa: bancos foram reformados, parte elétrica toda boa, ar gelando, motor forte, câmbio passa sem trancos, suspensão macia e não bate, pintura retocada. Sempre há o que fazer, no entanto: como me disseram quando entrei no hobby, há quase quinze anos: um carro antigo é como um organismo vivo, em perene mudança (= consertos a fazer).



Primeiro antigo: Ford Landau 1983, azul clássico

Comprado por indicaç ão do amigo Bob Costa, que muito me tem ajudado em tudo: na mudança de emprego, na compra do primeiro antigo, na entrada no VCC, na construção da casa, em inúmeras horas de bons bate-papos... sobre automóveis, 90% do tempo!

Apesar de LINDO na foto, a curva de aprendizado não foi fácil com ele. Ao comprá-lo, prometi que não faria motor, nem trocaria o vinil do teto, nem o pintaria. 
Bem, aprendi a não prometer mais nada. Troquei o vinil duas vezes; foi repintado em pelo menos três lugares  diferentes (Box 3, VCC e Autofficina); tirei o motor três vezes (Of. do Pedro e Robespierre Veiga - duas vezes).
Nessa foto, ele já estava vendido (e pago!) a seu atual proprietário, que vai repintá-lo em breve. Foram quase nove anos felizes, apesar da luta. 
Faltava tudo nesse carro, a princípio, e tudo foi conseguido.
JOY foi seu nome. Vida longa! Comigo rodou mais de 20000 km. Uma "ride quality" inigualável por nenhum outro brasileiro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Charger LS e RT na Quatro Rodas de nov/1972

Um raro LS verde, ao lado do comum RT vermelho


Esse volante Walrod, de três raios, é bem mais esportivo que o dos Charger mais recentes.

Clique na figura para ampliar e ver o texto. Com ctrl-+ aumenta ainda mais.
Essa roda esportiva também é mais bonita que a dos Charger mais recentes.








Two three-pointed stars side by side...

A dream come true. Lots of work to do, though...
Ontem, pela primeira vez, dei uma volta de Mercedes conversivel. Cerca de 40 km, com minha mulher. Sem problema nenhum! Mais de meia hora de motor ligado direto, sem forçar é claro, ouvindo delicioso ronco de seu V8 de 200 cavalos.  De casa ao Pontão, de lá à W3, seguindo à 3a. ponte, parada p/ uma torta de maçã, retorno.
Água à beça nos carpetes dianteiros, devido a ferrugem q ainda ficou sob as grelhas do capô. À noite, fiz lista - eu, eterno refém disso - com mais de 20 itens a serem feitos: ferrugem, bolhas, trincas, arranhões, coisas malfeitas, peças faltantes... 
Conversível, mesmo, não vi ainda: a capota não pode ser baixada, pois não entra em sua cavidade - a qual, ainda por cima, está emperrada... Paciência.

Cantando "Marina", de Caymmi, chez F. Montoro

Gosto de cantar...
Filmado em um Nokia E71 por minha mulher.
video

Charger RT verde na Quadro Rodas de out 1973

Achei-o fantastico nessa combinacao de cores.
A Quatro Rodas nao deixa salvar a tela, mas no Mac, segui a dica de meu afilhado Enrique: Command + shift + 4 => selecionar com o mouse => vai para a mesa => clicar nela e dar espaco p/ abrir. Show de bola. Viva o Apple!









Dart GTS 1969 sport

Creio ser esta a cor do "Boi", um Dart quatro portas em que andei muito, dos queridos tios Est acio e Marli, pilotado - sim, mais que dirigido - pelo Marcao. So'  q o "Boi" tinha a pintura toda fosca e os cromados pintados de preto fosco.

Dart GTS 1968 verde

A Old Design faz faixas decorativas. Eis a do Charger 1976:

Para comparar, eis a do 1975 (igualzinha?)

O primeiro Charger que eu "tive" foi, de fato, de meu irmao Carlinhos

Por uma semana maravilhosa e inesquecível, dirigi esse Dodjão, esse Charger marrom, com teto caramelo e bancos idem. Meu irmão pediu para trocar comigo para ir a Coromandel no meu Maverick GT 1978 - de 4 cilindros e "econômico" (só fazia cerca de 7 km/l)...
Meu amigo Marco ficou louco e, tempos depois, acabou comprando o seu próprio: o saudoso Baco (pois bebia muito...)

Charger RT 1972 verde igarapé

Fonte: Museu do Dodge / blog

Propaganda do RT nacional

Charger RT 1971

Verde...

Charger RT verde, 1968

Charger RT verde, americano, 1968

Charger RT verde

Verificar na 4 Rodas de set/73: Firebird 74 vermelho, lindo
Na de out/73: Charger RT verde com teto bege, ou caramelo, combinando com o couro interior. LINDO!

Esse, acima, é um Dodge Charger RT 1969, americano, LINDISSIMO.

Dogene, here comes u!